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Entrevista - 27/07/2015
A arte espírita é criação de Deus que, exteriorizada de seu psiquismo, movimenta-se com o combustível do Amor na eternidade.

 

Gabriel Carvalho Diogo é natural de Três Lagoas (MS). Graduando no curso de bacharelado em Direito, pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS, campus de Paranaíba), é estagiário pela Defensoria Pública Estadual. É professor de violino e musicista (violinista). Ministrou aulas em orquestras egrupos de cordas. Atua no movimento espírita, em eventos da FEB, da FEMS, na MOFRA e em encontros de jovens, tais como Conbraje (Confraternização Brasileira de Juventudes Espiritas) e Comemofra. Coordena um grupo de estudos em Paranaíba (MS), promove harmonizações musicais com o violino em diversos centros espíritas da região, e palestras espíritas musicadas.

 


1. Como você se envolveu com a atividade artística espírita?


Nasci em berço espírita. Por volta dos 10 anos de idade, já realizava singelas apresentações com o violino na casa espírita. Quatro anos mais tarde fui acolhido, como violinista, pelo Coral Vozes da Fraternidade e pelos músicos da mocidade do Grupo da Fraternidade Espírita José Xavier, minha casa original. Daí pra frente, a arte espírita direcionou meu ser, que não conseguiu mais se desprender desta ‘revelação’ divina.


2. Como você define a arte espírita?


Se, com certa liberdade, pode-se definir o Espiritismo como a Doutrina Universal dos Espíritos, inferimos que a arte espírita é a criação de Deus que, exteriorizada de seu psiquismo, movimenta-se com o combustível do Amor na eternidade. Hodiernamente, com a terceira revelação, nos é permitido observar um conteúdo que transcende a matéria bruta que nos cerca, nos retirando da rotina e da ansiedade social; que nos faz sentir a pulsação, o ritmo, e as múltiplas tonalidades do criador, para que possamos, cada vez mais, nos afinarmos com o Pai. Destarte, buscamos traduzi-la, com nossa pequenez, respirando as vibrações mais sutis, que a inspiração e a intuição nos permitematravés da mediunidade do viver!


3. Você tem trabalhado com música instrumental, auxiliando na harmonização das atividades da casa espírita. Como você vê a importância da música nesses momentos?


Como já dizia o grande Santo Agostinho, cantar é rezar duas vezes! Temos a música como um poderoso dispositivo de conexão espiritual, sendo axiologicamente reconhecida desde o primitivismo humano. Quando a música consegue contagiar o ouvinte – sem falar na responsabilidade do musicista, a ligação estabelecida, fertilizada com o brilho das esferas superiores, faz com que o campo vibratório, o magnetismo, e várias outras estruturas perispiríticas do ser se harmonizem, tal como uma forte terapia transcendental iluminando e despertando a consciência do indivíduo que busca libertar-se. Daí resultam as tantas curas físicas e espirituais proporcionada, se assim podemos chamar, pela musicoterapia.

4. Você também já desenvolveu palestras, com o apoio de um grupo de cordas. Como foi essa experiência?


Magnífica. Reunir Jovens aprendizes em torno do ideal artístico/espírita é algo que sempre me fascinou. O grupo era composto por quatro violinistas, uma violista, um celista, um violonista, além da participação de quatro cantores. Executamos obras de compositores espíritas, como o grande João Cabete, dentre outros autores clássicos. A energia foi maravilhosa! Temos a intenção de retornar em breve com os ensaios, para futuras apresentações.


5. Além do trabalho no movimento espírita de sua região, você também tem se integrado com grupos e cantores de outras cidades, como Tim e Vanessa, Denis Soares, grupo Estradas, entre outros. Poderia nos falar um pouco sobre essas parcerias?

Em meu viés, por caridade, tais artistas, estrelas da música espírita, me proporcionaram momentos de extremo júbilo! Acompanhei os expoentes Dênis Soares e Vanessa Santos numa apresentação em minha cidade natal, Três Lagoas, e em outra, na Cidade da Fraternidade, em Alto Paraíso/Goiás. O grupo Estradas, de Belo Horizonte, se apresentará no mês que vem [agosto], em minha cidade, e fui convidado para acompanhá-los em algumas músicas. Ressalto também a oportunidade de ter, recentemente, no 12º Fórum Nacional de Arte Espírita, em Natal, promovido pela Abrarte, de acompanhar compositores e cantores de imenso brilho, como a amiga Renata Almeida Kameckran e seus músicos do estado do Pará; o companheiro Aldo Montelevicz Jr.; e o grupos Passos de Luz e Vitta do estado do Amapá, entre outros. Ter tocado juntamente com André Pirola, de Vitória, na CONBRAJE (Confraternização Brasileira de Juventudes Espíritas) comoveu-me bastante. Tais parcerias, com ilustríssimos artistas, me proporcionam aprendizados de grandes valores, fazendo-me compreender e enxergar, cada vez mais com olhos de ver, a arte espírita!

(Fonte: NA - Notícias da Abrarte)